Após início do ano letivo, secretária garante reposição de professores e afirma que não faltará vaga na rede municipal de Santa Maria

Após início do ano letivo, secretária garante reposição de professores e afirma que não faltará vaga na rede municipal de Santa Maria

Foto: Isadora Bortolotto (Diário)

Um dia após o início do ano letivo na rede municipal de Santa Maria, a secretária de Educação, Gisele Bauer, afirmou que o município está trabalhando para repor contratos encerrados e garantiu que nenhuma criança em idade obrigatória ficará sem vaga na escola pública.

+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp

A declaração foi feita na manhã desta terça-feira (24), durante entrevista ao programa Bom Dia, Cidade!, após um começo de semana marcado por filas na Central de Matrículas e por apontamentos do Sindicato dos Professores Municipais (Sinprosm) sobre déficit de docentes.


Rede atende cerca de 21 mil estudantes

Segundo a secretária, a rede municipal conta com 86 unidades escolares e atende aproximadamente 21 mil estudantesdesde bebês de quatro meses até alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que inclui idosos com mais de 80 anos.

Para garantir o funcionamento das escolas, são mobilizados cerca de 2,6 mil servidores, sendo 2,2 mil professores, além de auxiliares, monitores e equipes de apoio. Somando todos os profissionais envolvidos, o número ultrapassa 3 mil pessoas.

– Esse movimento ontem (segunda) trouxe para a cidade muita energia. Mas para esse início, houve um preparo, um planejamento desde o ano passado, que tentou dar as melhores condições de início de ano letivo – afirmou.


Contratos que vencem explicam número apontado pelo sindicato

Sobre a falta de professores apontada pelo Sinprosm, que indicou ausência de ao menos 188 docentes em levantamento parcial, a secretária afirmou que o número coincide com contratos que venceram no fim do ano e que já estão em processo de reposição.

De acordo com ela, atualmente a rede conta com 1,7 mil professores efetivos e 518 contratos que complementam o quadro. Desses, 188 estavam com término previsto entre o fim de fevereiro e o início de março.

– É um indicador público, porque são contratos que vencem. Nós já chamamos esses professores e estamos fazendo as substituições. Alguns não assumem, e precisamos chamar outros imediatamente. Isso está acontecendo cotidianamente – explicou.

Gisele reconheceu que a ausência de docentes nos primeiros dias gera impacto para as famílias, mas afirmou que há previsão legal para que integrantes da equipe gestora assumam temporariamente as turmas por até 15 dias, enquanto ocorre a regularização.

– Para aquele pai, para aquela família que está lá na escola esperando o seu professor, é muito complexo entender por que não foi o professor. A comunidade enxerga a falta – ponderou.

A secretária também confirmou que a prefeitura pretende encaminhar à Câmara de Vereadores um projeto para ampliar o número de cargos efetivos de professores. A proposta deve ocorrer de forma gradual, devido ao impacto orçamentário.

Não conseguimos nomear os 518 de uma vez só. Estamos construindo uma alternativa que permita fazer isso de forma escalonada – disse.


Central de Matrículas: alta procura e fase de ajustes 

Outro ponto abordado na entrevista foi a formação de filas na Central de Matrículas na segunda-feira (23). Segundo a secretária, cerca de 70% dos estudantes já estavam matriculados até dezembro, após período de inscrições aberto ainda em outubro.

Ela atribuiu o aumento da procura à fase de ajustes – especialmente pedidos de transferência – e à coincidência do calendário municipal com o da rede estadual.

– A grande maioria busca troca de escola. Não haverá falta de vagas públicas para crianças a partir de 4 anos. Todos terão sua vaga garantida, ainda que não necessariamente na escola desejada – afirmou.

Gisele informou que está em diálogo com a 8ª Coordenadoria Regional de Educação para buscar maior autonomia local na organização do calendário de matrículas e evitar novas sobreposições nos próximos anos.

A secretária reforçou que não é necessário permanecer durante a madrugada na fila, já que o sistema passou a funcionar por agendamento de data e turno.

– Se tranquilizem em relação à Central de Matrículas. Não é preciso adormecer na fila, porque a Central foi criada para evitar esse tipo de situação – declarou.


Caso de escola sem aula não envolve falta de professor

Questionada sobre a ausência de aulas na Escola Municipal Tenente João Pedro Menna Barreto, no Bairro Caturrita, a secretária afirmou que o problema não está relacionado à falta de professores, mas a questões estruturais.

Segundo ela, rachaduras surgiram durante o período de férias e a prefeitura aguarda laudo técnico de engenheiro e geólogo para definir as próximas medidas.

– Por uma medida de segurança, não seria conveniente receber as crianças sem a presença do laudo técnico que vai nos guiar sobre a solução do problema. A orientação é aguardar o planejamento – disse.

Carregando matéria

Conteúdo exclusivo!

Somente assinantes podem visualizar este conteúdo

clique aqui para verificar os planos disponíveis

Já sou assinante

clique aqui para efetuar o login

Após início do ano letivo, secretária garante reposição de professores e afirma que não faltará vaga na rede municipal de Santa Maria Anterior

Após início do ano letivo, secretária garante reposição de professores e afirma que não faltará vaga na rede municipal de Santa Maria

Após filas e tumulto, prefeitura altera distribuição de fichas na Central de Matrículas; confira o que muda Próximo

Após filas e tumulto, prefeitura altera distribuição de fichas na Central de Matrículas; confira o que muda

Educação